The Strangest Dream

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O documentário "The Strangest Dream" fala sobre a vida de Joseph Rotblat, o único físico a sair do projeto Manhattan durante sua execução sigilosa de desenvolver e construir a primeira bomba atômica, e sua trajetória que o levou a ganhar um Nobel defendendo o perigo que os artefatos de destruição em massa nucleares representam pra a espécie humana.

O vídeo completo (duração de 90 minutos), em inglês, se encontra no link:

Embora exiba imagens fortes, é interessante como o cientista dedicou sua vida à paz e teve êxito em sua história. Recomendo para aqueles que, assim como eu, pouco sabiam sobre a vida de Rotblat e seus feitos pela humanidade.

A máquina de lavar

O interessante o número de pessoas que ainda não desfruta de confortos básicos da tecnologia, e como o tempo gasto com atividades improdutivas faz falta para atividades como o estudo e o lazer. A preocupação com o impacto ambiental deve ser levado em consideração, mas o vídeo mostra o quanto é hipócrita criticar o acesso das camadas mais pobres da população a tecnologia que polui estando numa zona de conforto que pode desfrutar destas tecnologias.

Educação gratuita

Elearning

O melhor investimento que recebi da minha família, depois do colégio, foi um bom curso de inglês. Soa arrogante falar isso como se eu realmente fosse muito bom nisso, mas ter um certo domínio da lingua inglesa me possibilitou participar de um projeto muito interessante ano passado, que continua esse ano, e que acho que só irá crescer nos próximos anos: faculdades americanas que são referência em qualidade de ensino abrindo portas virtuais para alunos de todo o mundo para que tenham acesso a conhecimento que talvez nunca fossem ter em seus países. Por isso, fica a dica: dinheiro investido no domínio do idioma inglês é dinheiro bem gasto.

No Brasil pouca gente consegue ver o retorno que existe ao investir em educação, especialmente porque grande parte dele não é mensurável. Educação boa não quer dizer necessariamente um salário maior no longo prazo, e mesmo que tenha isso como uma das consequências, é apenas uma pequena parcela do que se ganha quando se é bem instruído. 

Inovação de Stanford e Coursera

Começou com 3 cursos de enorme complexidade, oferecidos exclusivamente por Stanford: aprendizado de máquina, inteligência artificial e banco de dados. A sensação era de se estar frequentando a faculdade novamente: existem prazos para entrega dos trabalhos, as provas têm dia certo, e a matéria vai sendo dada aos poucos. No final, depois de muita paciência, o aluno recebe um certificado (um pdf assinado digitalmente) com sua nota e atestando sua participação. É explicitado neste documento que o curso não conta como aulas de Stanford, mas ainda assim, o que vale realmente é o que foi aprendido, não o certificado em si.

Atualmente (o texto foi escrito em Março de 2012), os cursos disponíveis online estão reunidos no Coursera, um site que se dispõe a "fazer a melhor educação disponível acessível sem custos a pessoas que a procuram", e disponibiliza cursos de diversas instituições, entre elas Stanford, Michingan e Berkley.

Coursera

Lista de cursos disponível no Coursera no primeiro semestre de 2012

Infelizmente, a boa vontade muitas vezes é barrada por questões econômicas que envolvem direitos autorais. Mas, é de se imaginar que tanto manter o conteúdo disponível como as horas gastas pelos professores e especialistas para criar o material têm custos, e alguém vai bancar isso.

Alternativas para aprender inglês

Existem hoje sites que tentam promover a "educação social" de outras línguas, como no caso do LiveMocha: a idéia é que cada um ensine sua lingua mãe a outras pessoas do mundo, e em troca aprenda a lingua delas. O maior problema é que não são professores com didática que vão conversar com você, e por isso você pode aprender gírias, falar errado, etc... Obviamente poder se comunicar em outro idioma, mesmo que de cometendo pequenos erros, é muito melhor que não saber falar nada, mas deveria existir um sistema de e-learning de inglês gratuito mais rígido nessas questões. Por limitações técnicas (o estudo do conhecimento e a semântica ainda é um problema computacional, o que dificulta sua automação), ainda precisamos muito do fator humano no ensino, especialmente na parte de correção de exercícios.

Outra opção pra quem já tem um certo dominio e quer se aprimorar são os chamados "pen pals" (amigos de caneta), pessoas com quem você irá se corresponder, escrevendo no idioma nativo do seu correspondente, e recebendo cartas em português para corrigir. É possível arrumar um parceiro pela internet em sites como o Interpals.

Há algum tempo, lancei uma idéia no site de trabalho voluntário Portal do Voluntario, com a idéia de montar pequenos grupos de reforço escolar por skype. Uma pequena descrição da idéia do projeto pode ser conferida aqui. Inclusive, se você gostou da idéia e quer participar, é só entrar em contato!

E no Brasil?

Além dos emails de SPAM do UOL com "cursos grátis" (que exigem seu numero de cartão de crédito, mas pode ficar tranquilo que """"nada"""" será debitado), encontrei algumas entidades que parecem ser mais sérias.

A Faculdade Getulio Vargas disponibiliza diversos cursos de curta duração, mas eu não tentei fazer nenhum. Infelizmente eles pedem muita informação no site, e é mais um caso de lista enorme de dados a serem preechidos antes de poder ter acesso ao material...

Cursos mais "práticos" podem ser encontrados por exemplo no Sebrae e no Senai, mas são mais voltados para industria e comércio, não necessariamente educação de base ou relacionado à área acadêmica.

Eu particularmente espero ver mais atenção por parte do governo na difusão do conhecimento usando a internet como canal de comunicação. É uma maneira barata e eficaz de garantir inclusão para diversas pessoas, ainda mais levando em conta todos os problemas do país: concentração de ensino de qualidade nas capitais, sistema de transporte público deficiente e diferença de renda entre regiões - o custo para manter um filho na faculdade na capital é muito maior em função da renda para uma família do interior do que para uma família da capital. Não acredito que deva substituir a educação tradicional, mas é uma alternativa melhor nos casos em que a pessoa não continuaria seus estudos depois da conclusão do ensino médio.

Schelling e a segregação do Brasil

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Foto do limite entre Paraisopolis e Morumbi: um exemplo de segregação de classe social.

Aos que não conhecem a obra de Thomaz C. Schelling, favor consultar o link na wiki aqui (infelizmente o link em Português deixa muito a desejar).

Um dos trabalhos mais notáveis do economista é sobre segregação em bairros (fenômeno muito comum nos Estados Unidos), em que asiaticos, negros e brancos moram cada um em bairros específicos. Segundo Schelling, é possível demonstrar por meio de modelos que levam em consideração um número correspondente a felicidade do indivíduo em sua moradia e sua capacidade de tolerância com relação a pessoas diferentes que uma postura relativamente tolerante (vizinhos precisam ser apenas 30% parecidos com o indivíduo) leva a uma segregação em que 70% da vizinhança se parece com ele. Se reduzirmos a tolerância para 40% (ou seja, se 40% das pessoas ao seu redor não parecem com você, você se considera infeliz e irá se mudar), ocorre uma segregação de 80% (80% dos vizinhos de um indivíduo se parecem com ele).

O mais interessante ocorre quando uma tolerância inferior a 80% existe entre os indivíduos (se 80% dos vizinhos não forem parecidos com um indivíduo, este se considera infeliz, e se muda). Nesse caso, não existe um ponto de equilibrio, e as pessoas ficam constantemente se mudando. Como conclusão, Schelling conclui que motivos individuais não refletem no comportamento coletivo (Micromotives =! Macrobehaviour).

Alguém consegue adivinhar qual a maior falha do sistema, especialmente no caso brasileiro?

Na minha modesta opinião é a capacidade de mudança. Poucos tem opção de onde vão morar: o que dita a regra de onde uma pessoa ou familia vai morar normalmente são custos, não a vizinhança em primeiro lugar. O modelo se baseia no caso em que os agentes tem a opção de escolha de moradia: todos têm renda suficiente que os permita escolher seu endereço. Pra nós, o que ainda vale é o modelo de oferta e demanda, e infelizmente são raros os casos em que o mercado é livre (sem manipulação que force altas ou baixas para o benefício de uns poucos).

Somente para meninas

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Fonte: Plan-UK 

A organização "Plan UK" lançou uma campanha chamada "Porque sou menina" que surpreende pelo uso de tecnologia. Um anuncio que consegue distinguir homens de mulheres foi colocado em um ponto de ônibus da rua Oxford, Londres, um dos locais mais movimentados do centro comercial da capital britânica. O propósito da campanha é garantir que as mulheres tenham os mesmo direitos à educação que os homens em países emergentes.

Na parte técnica, uma câmera de alta definição usando software de reconhecimento facial consegue determinar se a pessoa em frente à propaganda é homem ou mulher, e exibe um texto diferente em cada caso. Apenas mulheres conseguem ler todo o conteúdo do anúncio, gesto que serve para exaltar o fato que garotas e mulheres ao redor do mundo tem oportunidades negadas diariamente devido a pobreza e discriminação, mostrando aos homens como elas se sentem. Atualmente, 75 milhões de meninas têm o direito à educação negado, e a cada ano 10 milhões de meninas são forçadas a casar com menos de 18 anos de idade.

Arriscando tudo - Aljazeera

Este documentário da emissora Al Jazeera do Catar mostra pessoas ao redor do mundo que assumem riscos enormes para ter dinheiro para sobreviver. Em especial, o episódio sobre a vida de garotos na Amazônia, na região do rio Tajaparu é chocante pelas condições em que eles vivem. Também espanta que este lado do Brasil não é mostrado em nenhum documentário brasileiro, de nenhuma emissora.

Missionários modernos

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Ainda me lembro de quando aprendi, embora de maneira bem superficial, sobre o extermínio das populações indígenas, acompanhada de escravidão e posterior condenação de gerações de decendentes ao isolamento e alcoolismo. Tudo, sempre muito bem justificado pela "razão": índio não tem alma!

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Mas tudo isso é uma história de um passado vergonhoso (pelo menos pra mim que embora brasileiro, nem decendente de português sou), que deve servir de lição pra que não se repita mais. As vezes quando passo pelo centro de São Paulo, especificamente nas redondezas do Pátio do Colegio, onde em teoria a cidade foi fundada como "missão jesuíta" com a atribuição nobre de catequizar os índios pecadores e lhes salvar as almas, fico pensando como teria sido praquele povo ser oprimido, morto, humilhado...

Felizmente o pequeno empecilho do momento histórico acaba de ser retirado do meu caminho! Obs: aos cristão católicos que afirmam que os padres naquela época estavam possuidos, que isso não é a palavra de deus, etc, por favor, sejam honestos ao responder: hoje é deus que fala com você diretamente ou você precisa de um intérprete? Como você tem tanta certeza que sabe a palavra de deus?

Fonte: Facebook

Novo canal no Twitter - Altruismo Brasil

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Há algum tempo havia pensado em como gravamos reclamações na internet, coisas que dão errado, corrupção, crimes, revolta... e colocamos muito pouco de coisas boas, coisas que trazem alegria e que merecem ser celebradas. Pensando nisso, resolvi criar um canal só para divulgar esse tipo de notícia, o Altruismo Brasil.

Isso não quer dizer que devemos aceitar o que há de desumano e errado no mundo, pois ele também tem coisas boas. A idéia é celebrar e deixar marcado eventos importantes que demonstram a capacidade do ser humano de estender sua mão ao próximo em momentos de necessidade, sem esperar nada em troca (e muitas vezes até sendo penalizado por isso). Tais atos, ao meu ver, merecem ser compartilhados, divulgados e incentivados.

Espero poder atualizar com frequência e qualquer tipo de ajuda será muito bem vinda!

Abraços.

Shimono